*ARPEJOS EXÓTICOS*
   
 
   



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TEMAS DA SEMANA: ESCALA - GRAU - TONALIDADE

ESCALA               A escala, do latim: "scala", gama, escada, é:

- uma sucessão ascendente e descendente de notas diferentes consecutivas;
- além disto é um conjunto de de notas disponíveis num determinado sistema musical;
- e, por fim, é uma sucessão ordenada de sons compreendidos no limite de uma oitava.

CLASSIFICAÇÃO DAS ESCALAS

a) Quanto ao número de notas:

- pentatônica: 5 notas
- hexacordal: 6 notas
- heptatônica: 7 notas
- artificial ou cromática: 12 notas


b) Quanto à utilização:

I - Naturais ou diatônicas;
II - Artificiais ou cromáticas; 
III - Exótica e outras.


Anotações:

- a escala hindú é "sa-grama"
- a escala árabe tem 17 notas


Prosseguindo...

1 - A escala natural ou diatônica é uma seqüência de sete notas diferente e consecutivas,  sendo a oitva nota uma repetição da primeira. O intervalo ocorrente é de tom ou semitom. É uma escala heptatônica.

Exemplos:

a) na figura 01, da página 01, há uma escala antiga, representando o modo dórico; 
b) na figura 02, da página 02, há uma escala moderna, que pode ser maior ou menor, neste caso, representada pela escala de Ré Maior.

2 - A escala artificial ou cromática: apresenta-se com doze semitons, consecutivos e em seqüência, ou, ainda, uma oitava dividida em doze semitons. 
Exemplos:

a) na figura 03, da página 01, há uma escala cromática, a de Lá menor cromática clássica;
b) na figura 04, da página 01, há uma escala alterada, a de Lá menor alterada.


3) As escalas exóticas e as outras possuem formação singular, que guarda melhor compreensão na visualização. Exemplos:

a) Na figura 05, da página 01, há uma escala Cigana, de Dó Maior.
b) Na figura 06, da página 01, há uma escala Pentatônica ou Chinesa, a partir de Dó.
c) Na figura 07, da página 01, há uma escala de tons inteiros, a partir da nota Dó.


GRAU        Às notas que formam a escala damos o nome de graus. São numeradas por algarismos romanos. A primeira nota da escala é o grau I, a segunda o grau II, e assim sucessivamente. Os graus conjuntos são os imediatos consecutivos. 
Os graus disjuntos são os que têm um ou mais graus intermediários. 
Os graus de uma escala são nomeados especialmente, conforme a função por cada qual exercida.     
V. figura 08, página 01 e V. figuras 09, 10 e 11, página 01

TÔNICA I: O primeiro grau da escala, o principal e, ainda, o que a nomeia, bem ainda ao Tom.
SUPERTÔNICA II: ou Sobretônica, encontra-se um grau acima da tônica.
MEDIANTE III: Encontra-se entre os graus I e V, os mais importantes.
SUBDOMINANTE IV: Situado um pouco abaixo da dominante, desempenha papel um pouco menos importante que esta. 
DOMINANTE V: é o grau mais importante após a Tônica. Domina os demais na melodia e harmonia.
SUPERDOMINANTE VI: Um grau acima da dominante.
SENSÍVEL VII: quando está meio tom abaixo da Tônica. Atraí-se à Tônica e/ou
SUBTÔNICA VII: recebe este nome quando está um tom abaixo da Tônica. 
V. figs. 12, página 01, e 13 da página 02.
Os graus tonais I, IV, e V, com seus respectivos acordes caracterizam o tom. 
O
modo é o caráter de uma escala. Varia conforme a posição de tons e semitons e suas relações  com a tônica.
Os
graus modais III, VI e VII são os que diferem, comparando duas escalas com a mesma tônica, uma maior e outra menor.
Grau III - grau modal invariável (fixo) - difere sempre;
Grau VI e VII - graus modais variáveis (móveis) - podem diferir ou não.

V. figs. 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 21, página 02.

TONALIDADE:        Avaliada a escala, veremos que os graus apresentam interdependência em relação à tônica, que é o centro de todos os movimentos. 
Pode ser maior: o conjunto de todas as escalas maiores; menor: o conjunto de todas as escalas menores.
Tom é a altura que se realiza a tonalidade. É a expressão de todas as notas, que pode ser feita de forma alternada.    
V. figuras 22 e 23, página 02.
Na música tonal existe uma hierarquia de sons distinguindo-se entre os mesmos, o centro de atração.
A
bitonalidade é um processo harmônico que consiste na sobreposição ou simultaneidade de melodias  ou acordes pertencentes a tons diferentes.
A
politonalidade ocorre quando vários tons diferentes são usados de forma simultânea. A fonte põe como exemplos os compositores: B. Bartók, D. Milhaud e P. Hindemith.
A
atonalidade é a negação da tonalidade. Adota o sistema cromático temperado que não se relaciona com centros tonais e rejeita os conceitos de consonância e dissonância. Ex. o compositor A.  Schoenberg.

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Escrito por *Arpejo Exótico* às 01h33
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